quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Poema



Deixe-me ser o amor de sua vida
Quem escuta seus silêncios
Resgata seus sonhos
Apenas me deixe ser

Deixe-me ser inesquecível
A melhor história de sua vida
Quem entende seu olhar
Apenas me deixe ser

Só quero ser quem te ame
Como nunca ninguém te amou
Te entregar meu coração
Sem explicação

Deixe-me ser quem fique contigo
Quando o mundo inteiro se for
Cuidar de você
Para sempre e sem pensar

Iluminar toda a sua alma
Como a lua ilumina o céu
Apenas tente
E me deixe ser

Autor: Fernanda Oliveira

Venha Ver o Pôr-do-Sol

     Haviamos acabado de chegar no acampamento. Alugamos o chalé mais distante que havia, ficava perto de uma linda árvore que ao pôr-do-sol a paisagem ficava estupenda, perto dali havia também um fundo e velho poço. Ao passar pela recepção e pagar o chalé, pegamos uma fita para assistirmos.
    Essa fita tinha uma lenda: ao término do filme que continha nela, o telefone tocaria e ao atender uma voz medonha falaria: os cavalos me atormentavam e no sétimo dia após ter assistido eu te chamarei para ver o pôr-do-sol e você morrerá. - diziam que todos que assistiram a tal fita morreram no sétimo dia no pôr-do-sol, conforme dito.
    -Ana, você acredita nessa lenda? - Jonh perguntou a mim com um sorriso patético no rosto.
    -Ah, não sei, fico com um pouco de receio a respeito dessas coisas...e você Paty, o que acha? - perguntei encarando-a
    -Não, acho isso uma grande mentira. Isso não passa de uma lenda, por favor né gente.
    Ficamos em silêncio por um instante. Jonh nos encarou e colocou a fita no DVD. O que filme que passava era totalmente confuso, durou em torno de sete minutos. E quando terminou o telefone tocou. Ficamos todos abismados um olhando para o outro e, no quarto toque Jonh disse:
    -Não é possível. - e atendeu - sim é isso mesmo. - desligou.
    -O que aconteceu? Quem era? - Eu e a Paty perguntamos em sintonia.
    -O que já era de se esperar - Falou e abaixou a cabeça.
    -Ai meu Deus, eu disse para não assistirmos essa maldita fita...e agora vamos morrer dentro de sete dias. 
    -Calma Ana, calma, era apenas o homem da pizza confirmando o pedido.- E deu uma alta gargalhada.
    -Ai que brincadeira mais idiota, seu tolo.
    -Foi engraçado, você já estava quase chorando Ana.
    -Até você Paty? - E sorri
    O telefone tocou novamente e foi Jonh quem atendeu. Fez uma expessão de muito assustado.
    -Eu não vou cair de novo, quem era dessa vez? O homem da pizza de novo?
    -Não Ana, eu juro, era a voz da qual a lenda falava.
    -Fala sério Jonh, não tem mais graça.
    -Eu to falando sério Ana, nunca falei tão sério!!!
    Percebi que ele estava falando a verdade e quando olhei em seus olhos, estavam cheios de lágrimas.
    -Eu acredito em você, precisamos sair daqui imeditamente e investigar sobre essa fita.
    -Não há condições de sairmos daqui a essa hora. Está muito tarde e isso não vai mudar nada.
    -Concordo com você Paty - falei
    -Vamos dormir e amanhã quando amanhecer damos o fora daqui.
    Acordamos 05:30 da matina. Chegamos na cidade e fomos pesquisar sobre a fita. Achamos muitas informações úteis. Vimos outra vez o filme da fita e vimos aquela mesma árvore e o mesmo poço ao lado do chalé.
    Depois de estudarmos a fita por três dias, ainda nos restavam quatro dias de vida. Após ter lido muitas informações e falado com pessoas que moram ali à anos, chegamos as seguintes conclusões: a voz da ligação é de uma garota morta pela mãe que a chamou para ver o pôr-do-sol e jogou-a no poço, - a mãe tinha ciumes da filha com o pai. A familia havia cavalos e a mãe fazia com que a garota dormisse com eles.
    Após todo esse estudo, descobrimos que o único jeito de nos salvar era tirando o corpo da menina de dentro do poço, enterra-lá devidamente e quebrar a fita.
    No dia seguinte, faltando dois dias para a nossa morte, fizemos tudo o que deveria ser feito. Ficamos radiantes de alegria ao sabermos que não morreriamos mais.
    Quando completou sete dias, voltamos para o chalé, desta vez sem pegar nenhuma fita na recepção, apenas para vermos o pôr-do-sol próximo a árvore.
    Depois de vermos o pôr-do-sol entramos. Após um instante o telefone tocou, dessa vez eu que atendi. A voz no outro lado da linha dizia:
    -Vocês não fizeram tudo o que deveria ser feito, ainda terão uma morte lenta e dolorosa como a minha!
    E tudo se apagou.
                                  Autor: Fernanda Oliveira 
         Baseado no conto: venha ver o pôr-do-sol, Lygia Fagundes